Muito antes da computação moderna, Ada Lovelace já decifrava o futuro. Em 1843, ao analisar a Máquina Analítica de Charles Babbage, ela não viu apenas uma calculadora mecânica, mas um motor de possibilidades infinitas.
Filha da matemática Anne Isabella e do poeta Lord Byron, Ada sintetizou o que chamava de “ciência poética”. Suas notas sobre o projeto de Babbage — três vezes mais extensas que o original — continham o primeiro algoritmo da história: uma sequência lógica para o cálculo dos números de Bernoulli.
A genialidade de Ada residia na sua capacidade de abstração. Ela previu que a computação não se limitaria a números, mas alcançaria a arte, a música e a ciência de dados.
Embora tenha falecido precocemente aos 36 anos, seu impacto é eterno. No ecossistema de inovação atual, onde discutimos Inteligência Artificial e Cidades Inteligentes, honrar Ada Lovelace é reconhecer que a tecnologia nasce da coragem de imaginar o “impossível”.
